Espuma em excesso? Não se preocupe — veja como escolher o antiespumante certo.

Componentes principais dos antiespumantes
Antiespumantessão tipicamente compostos pelos seguintes componentes principais:
1. Ingredientes ativos: São as principais substâncias responsáveis pela ação antiespumante. Óleos: Óleos minerais, óleos vegetais/animais, poliéteres, óleos de silicone, etc. Dentre esses, os antiespumantes de silicone (representados pelo polidimetilsiloxano) são os mais utilizados devido ao seu forte poder antiespumante, inércia química, resistência a altas e baixas temperaturas e atoxicidade. Partículas sólidas hidrofóbicas: Sílica (sílica pirogênica), ceras, amidas graxas, etc. Atuam como agentes de aderência do antiespumante, perfurando a película líquida da espuma.
2. Emulsificantes/Dispersantes: Auxiliam na dispersão uniforme dos ingredientes ativos em todo o sistema espumante, permitindo uma eficácia rápida.
3. Veículos: Normalmente água ou solventes, que servem como meio para os ingredientes ativos, facilitando o armazenamento e a aplicação.
APLICAÇÕES DE ANTIESPUMANTES
Antiespumantessão onipresentes no tratamento de água industrial:
1. Tratamento de águas residuais: Elimina a espuma nos tanques de aeração e nos tanques bioquímicos, previne o transbordamento de espuma e melhora a eficiência do tratamento.
2. Indústria de celulose e papel: Controla a espuma durante os processos de polpação, lavagem, revestimento e tratamento de efluentes.
3. Revestimentos e tintas: Previnem a formação de bolhas durante a produção e o uso, que comprometem a qualidade do filme.
4. Adesivos e selantes: Impedem a entrada de ar durante a produção e o enchimento, o que compromete o desempenho e a aparência do produto.
5. Extração de petróleo: Controla a espuma na perfuração, separação de petróleo e gás e processos relacionados.
6. Biorreatores: Empregados em fermentação, extração, purificação e processos relacionados.

COMO USAR ANTIESPUMANTES
Antiespumantes São essencialmente aditivos “corretivos”, não aditivos “nutricionais”. Tomada de decisão para o controle de espuma:
1. Análise racional - Observe as características da espuma, rastreie a origem do processo e identifique a causa raiz da formação de espuma.
2. Seleção com base na causa - Escolha o tipo de antiespumante mais adequado com base na causa da formação de espuma e nas características do sistema.
3. Validação científica - Testar a eficácia por meio de experimentos para garantir a compatibilidade e a eficácia a longo prazo.
Princípios de utilização correta:
1. Comece com uma dosagem baixa: Siga rigorosamente as recomendações do fornecedor, iniciando os testes com quantidades mínimas.
2. Adicionar em lotes: Evite adições de dose completa; teste a adição do antiespumante em etapas durante a produção para obter melhores resultados e menor consumo.
3. Realizar avaliação contínua: Avaliar não apenas a eficácia imediata na redução da espuma, mas também a estabilidade a longo prazo e o impacto no desempenho final do produto.




